quarta-feira, 29 de abril de 2009
#121
# queria colocar aqui uma pintura do picasso mas não consigo devido a problemas internos. enfim. fica ao menos a intenção.
#121
Nesta última tarde em que respiro
A justa luz que nasce das palavras
E no largo horizonte se dissipa
Quantos segredos únicos, precisos,
E que altiva promessa fica ardendo
Na ausência interminável do teu rosto.
Pois não posso dizer sequer que te amei nunca
Senão em cada gesto e pensamento
E dentro destes vagos vãos poemas;
E já todos me ensinam em linguagem simples
Que somos mera fábula, obscuramente
Inventada na rima de um qualquer
Cantor sem voz batendo no teclado;
Desta falta de tempo, sorte, e jeito,
Se faz noutro futuro o nosso encontro.
antónio franco alexandre
A justa luz que nasce das palavras
E no largo horizonte se dissipa
Quantos segredos únicos, precisos,
E que altiva promessa fica ardendo
Na ausência interminável do teu rosto.
Pois não posso dizer sequer que te amei nunca
Senão em cada gesto e pensamento
E dentro destes vagos vãos poemas;
E já todos me ensinam em linguagem simples
Que somos mera fábula, obscuramente
Inventada na rima de um qualquer
Cantor sem voz batendo no teclado;
Desta falta de tempo, sorte, e jeito,
Se faz noutro futuro o nosso encontro.
antónio franco alexandre
#119
* agora puseram-me na cabeça que um curso de design me servia na perfeição, eu acho que é demasiado largo para mim. o XXL é me grande.
#118
às vezes creio pertencer a outro lugar, não este onde me sento, outro. um distante, desses que encalham o coração dentro de um peito, outro, que não o nosso, de onde se vê um largo buraco negro. quero rir tudo o que chorei, como se por lágrimas se vertesse em risos o que me doeu, como se fosse o mar capaz de caber dentro desta sala. subitamente ainda me sinto aqui, onde não pertenço, nesta cadeira que é chão oco de madeira tosca, nesta sala distante, onde prateleiras se erguem a sobressalto no plano interior. estou estagnada na noite, que colada ao vidro da janela, ao fundo, inclina a parede para dentro do meu olhar, como se no meu olhar coubesse o branco ou o mar. às vezes creio que estou parada mas há em mim o movimento de ruas paralelas a esta, onde casas se deserdam como órfãos sem lar.
terça-feira, 28 de abril de 2009
#116
Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois
Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois
Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois
Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois
Mário Quintana
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois
Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois
Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois
Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois
Mário Quintana
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