quinta-feira, 7 de maio de 2009

#148


Edvard Munch

#147

longe vai o tempo em que brincávamos e corríamos sem olhar o chão, atrás das borboletas, a fugir aos sardões, colina abaixo até chegar ao rio, que nos esperava tranquilo. e há-de morrer-me esta imagem dentro dos olhos: tu deitada junto ao leito do tâmega, mãos na água e cabeça curva para o reflexo, fechas os olhos enquanto te deitas de costas. dizes: olha está ali um cão. eu olhei em volta e nada vi, mais tarde apercebi-me que falavas das nuvens. 

#146

adeus. para sempre, adeus. 

#145

sobre a tua morte deixo meia dúzia de reticências e um grande:

foda-se! tu hás-de lembrar-te porquê. 

segunda-feira, 4 de maio de 2009

#144


e da tua janela vêem-se pontos que quando unidos se transformam numa cidade imensa.

#143

silêncio.

domingo, 3 de maio de 2009

#142

* a minha lamechice enjoa-me.