sábado, 8 de agosto de 2009

#187

gosto de acordar cedo, como hoje, ver nascer o dia à varanda e morder ainda uns pingos de orvalho. gosto de beber café e imaginar o teu rosto junto ao meu, os teus braços a envolverem-me. gosto desta melancolia absurda de querer ver pelos teus olhos todas as coisas do mundo, aprendê-las lentamente na tua íris, vê-las amanhecer nas tuas pálpebras. gosto de ti e gostar de ti é um lugar suficientemente perto para me sentir longe.

#186



um dia levo-te aqui.juro.

#185

* hoje quero partir o tempo a meias para ter tempo de morrer nos teus braços.


já fiz demais ao mundo para querer
fazê-lo ver
que o tempo é um modo simples de o entender.
e se eu quisesse apenas
um pouco mais de dor
tinha esquecido para sempre o nosso
amor...
partir o tempo a meias é ter
tempo de morrer nos teus braços afinal.

#184

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

#183

Se me esfolassem agora
encontrariam o teu nome
colado num dos meus ossos.

De mim, continuariam a nada entender.
Quanto a eu, sei que sou teu.

manuel cintra

#182

* habituei-me ao fumo dos teus cigarros na minha varanda; ao telemóvel pousado na minha mesinha de cabeceira; etc...
estranho como se criam hábitos em pequenos dias.

#181



ah o verão! o verão!