"Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro!"
mário sá carneiro
sábado, 29 de agosto de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
este mês, quero:
#empapar bolachas maria numa tigela de cevada; #conseguir dormir mais do que quatro horas por noite; #aprender a acordar mais devagar; #dar-te um beijo de bom dia; #ver o "meu querido mês de agosto"; #ir ao cinema e rejubilar de novo em hitler; #tornar-me uma inimiga pública; #caçar uma perdiz (sentido metafórico); #levar-te ao parque da cidade; #telefonar aos meus pais e acabar a chamada sem chorar; #dizer a expressão rais-ta-parta sem ser censurada; #passar um dia sem me lamentar da merda de vida que tenho; #comprar fruta; #fazer salada de fruta (esta está inteiramente ligada à anterior; #cozinhar batatas a murro; #ir a pé até ao cabedelo e ver o rio ser mar; #não ouvir carlos do carmo durante a próxima semana; #ser capaz de não emprestar dinheiro a ninguém; #aprender a dizer "não" quando me perguntam se está tudo bem; #encontrar as minhas luvas de rede; #ir a casa pelo menos uma vez neste mês.
#empapar bolachas maria numa tigela de cevada; #conseguir dormir mais do que quatro horas por noite; #aprender a acordar mais devagar; #dar-te um beijo de bom dia; #ver o "meu querido mês de agosto"; #ir ao cinema e rejubilar de novo em hitler; #tornar-me uma inimiga pública; #caçar uma perdiz (sentido metafórico); #levar-te ao parque da cidade; #telefonar aos meus pais e acabar a chamada sem chorar; #dizer a expressão rais-ta-parta sem ser censurada; #passar um dia sem me lamentar da merda de vida que tenho; #comprar fruta; #fazer salada de fruta (esta está inteiramente ligada à anterior; #cozinhar batatas a murro; #ir a pé até ao cabedelo e ver o rio ser mar; #não ouvir carlos do carmo durante a próxima semana; #ser capaz de não emprestar dinheiro a ninguém; #aprender a dizer "não" quando me perguntam se está tudo bem; #encontrar as minhas luvas de rede; #ir a casa pelo menos uma vez neste mês.
tenho saudades de empapar bolachas maria numa tigela de cevada, ficar à janela com uma manta a cobrir-me os joelhos e esperar que seja noite às cinco da tarde, e é sempre noite às cinco da tarde quando tenho saudades de empapar bolachas maria numa tigela de cevada. tenho saudades de ver chegar o pai, sentir-lhe a sombra ao fundo da quelha a vir, por entre os muros cheios de silvado. tenho saudades das tuas mãos, tão velhas! as tuas mãos nos meus ombros como que a dizer-me: está tudo bem. e não é que está sempre tudo bem quando te recordo ainda que em saudade, avó?
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