terça-feira, 7 de setembro de 2010
não há como não dizer amor quando o tempo corre. uma flor abraça o corpo que espera que o teu rosto o beije. hoje na primavera todas as árvores andam à raiz das folhas. não há como não dizer amor. quando o tempo corre com a primavera, e a chuva de mãos dadas. se a flor murchar na terra seca são os sonhos que choram. e eu.
Eventualmente paso días enteros sangrando
(por negarme a ser madre).
El vientre vacío sangra
exagerado e implacable como una mujer enamorada.
Si los hijos no salieran nunca
del cuerpo de sus madres
juro que tendría uno ahora mismo,
para sentirlo crecer dentro de mí
hasta poseerme como en una sesión espiritista
o como si mi bebé y yo
fuéramos muñecas rusas
una llena de la otra
mamá llena de bebé.
También tendría un hijo
si ellos siempre fueran bebés
y pudiera sostenerlo en mis brazos por encima de la realidad
para que mi niño nunca pusiera los pies en la tierra.
Pero ellos llegan a ser
tan viejos como uno.
No alimentaré a nadie con mi cuerpo
para que viva este suicidio en cuotas que vivo yo.
Por eso sangro y tengo cólicos
y me aprieto este vientre vacío
y trago pastillas hasta dormirme y olvidar
que me desangro en mi negación.
Eventualmente passo dias inteiros sangrando
Eventualmente passo dias inteiros sangrando
(por negar-me a ser mãe).
O ventre vazio sangra
exagerado e implacável como uma mulher enamorada.
Se os filhos não saíssem nunca
do corpo das suas mães
juro que teria um agora mesmo
para senti-lo crescer dentro de mim
até me possuir como numa sessão espírita
ou como se o meu bebé e eu
fossemos bonecas russas
uma cheia da outra
mamã cheia de bebé.
Também teria um filho
se eles fossem sempre bebés
e pudesse sustê-lo em meus braços acima da realidade
para que o meu menino nunca pusesse os pés na terra.
Mas eles chegam a ser
tão velhos como qualquer um.
Não alimentarei ninguém com o meu corpo
para que viva este suicídio em cotas que eu vivo.
Por isso sangro e tenho cólicas
e aperto este ventre vazio
e engulo comprimidos até adormecer e esquecer
que me esvaio na minha negação.
miriam reys
Toujours pour la première fois
C’est à peine si je te connais de vue
Tu rentres à telle heure de la nuit dans une maison oblique à ma fenêtre
Maison tout imaginaire
C’est là que d’une seconde à l’autre
Dans le noir intact
Je m’attends à ce que se produise une fois de plus la déchirure fascinante
La déchirure unique
De la façade et se mon cœur
Plus je m’approche de toi
En réalité
Plus la clé chante à la porte de la chambre inconnue
Où tu m’apparais seule
Tu es d’abord tout entière fondue dans le brillant
L’angle fugitif d’un rideau
C’est un champ de jasmin que j’ai contemplé à l’aube sur une route des environs de Grasse
Avec ses cueilleuses en diagonale
Derrière elles l’aile sombre tombante des plants dégarnis
Devant elles l’équerre de l’éblouissant
Le rideau invisiblement soulevé
Rentrent en tumulte toutes les fleurs
C’est toi aux prises avec cette heure trop longue jamais assez trouble jusqu’au sommeil
Toi comme si tu pouvais être
La même à cela près que je ne te rencontrerai peut-être jamais
Tu fais semblant de ne pas savoir que je t’observe
Merveilleusement je ne suis plus sûr que tu le sais
Ton désœuvrement m’emplit lex yeux de larmes
Une nuée d’interprétations entoure chacun de tes gestes
C’est une chasse à la miellée
Il y a des rocking-chairs sur un pont il y a des branchages qui risquent de t’égratingner dans la forét
Il y a dans une vitrine run Notre-Dame-de-Lorette
Deux belles jambes croisées prises dans de hauts bas
Qui sévasent au centre d’un grand trèfle blanc
Il y a une échelle de soie déroulée sur le lierre
Il y a
Qu’à me pencher sue le précipice et de ton absence
J’ai trouvé le secret
De t’aimer
Toujours pour le première fois
andré breton
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
nenhuma outra forma de o dizer sem a boca se abrir só pela metade. nenhum círculo perfeito onde a cara coubesse, se o corpo fosse ao contrário. nenhuma ainda palavra dita com as mãos esticadas. nenhum silêncio a mais. nenhum motivo. nem as manhãs, nem as tardes nem às noites. nada se diz agora ao tempo, nem cansaço, ainda não o tendo, ainda não. nenhum saber que, dizer que, fazer que, quando a cara voltada para o espaço vazio der conta do que lhe falta.
uma pequena história de um pequeno homem que trazia o coração ao nível da cabeça. uma estranha história, de fazer corar as faces velhas e fazer rir as novas. era um pequeno homem, atravessou a rua com o coração ao nivel da cabeça, suspenso, seguro apenas numa das extremidades por um fio de cabelo. chama-se Sr. Éme. sentou-se no banco no meio da praça. havia um pássaro às voltas, quis pousar-lhe no coração mas o pequeno homem não deixou. o pássaro desistiu, fez-se a uma nuvem. o pequeno homem viu-o atravessar a copa das árvores em direcção às nuvens, pouco depois desaparecera céu dentro.
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