quarta-feira, 20 de maio de 2009

#156

Dorme, que eu penso.
Cada qual assim navega
pelo seu mar imenso.

Estarás vendo. Eu estou cega.
Nem te vejo nem a mim.
No teu mar, talvez se chega.
Este, não tem fim.

Dorme, que eu penso
Que eu penso nesse navio
clarividente em que vais.

Mensagens tristes lhe envio.
Pensamentos… – nada mais.

Cecília Meireles

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