terça-feira, 22 de abril de 2014











mariam sitchinava 





















Anda, vou-te mostrar a terra
dos teus pais, avós, antepassados
tão antigos que os podes escolher.
Este aqui é noé, de barba por fazer;
meteu na arca puro e impuro, bem e mal,
inventou o vinho, homem melhor
da sua geração ( não é grande elogio ),
teve filhos, netos, é de crer que morreu.
Estoutro, não sei bem, era pirata na malásia.
Vês as colinas? São tuas, quando
as olhas a direito. Realmente tuas,
parte de um mundo teu.
Sim, isso são filosofias,
tens razão. ( E tem graça ao ter razão ).
Anda daí, vou mostrar-te o colete de forças
onde era costume, sabes, tratar casos assim.

antónio franco alexandre 








tenho uma terrível afeição pelas coisas tristes. que fazem tremer a pele. doer o coração - às vezes corro forte céu fora. terra dentro. à procura do nome. do rosto. do homem - ninguém nunca me quis tanto como viver. tanto que a pele fuja. tanto que o corpo correndo me encontrasse - e dizer beleza com a boca torta. e pedir socorro já de corpo morto - sobre o que passa nada quero. sobre o que vem que o tempo cuide. que alguém tome conta e nota. que eu não me importo mais - vou e voou. 











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