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Só a rajada de vento
dá o som lírico
às pás do moinho.
Somente as coisas tocadas
pelo amor das outras
têm voz.
Fiama Hasse Pais Brandão
para me perder de vez em cada sorriso - subindo o rio. o caminho estreita-se. a textura dos seixos no pés nus - cai o sol nas paisagens da vida. tenho trinta anos e ainda não fiz obra - sou mulher de água e luz - deixo-me ir por entre a vereda. haveria daqui construir uma casa de madeira. com janelas e portas abertas para receber - uma casa. um lugar feito de memórias. memórias de dias felizes onde descansar o corpo quando a solidão me assola - cada partícula de luz que compõe o meu corpo grita o teu nome pela tarde adentro - o coração puro. feito de bondade. renascerá para um novo mundo. em cada olhar manifesta agora uma nova terra
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