terça-feira, 22 de maio de 2018













na tua falta escrevo. para não morrer. para que me não levem os pesadelos - é que há dias em que a morte me ronda. como um desassossego lento. a inquietar-me por dentro até aos ossos - procuro por ti. sinto a tua luz movimentar-se ténue em meu redor à procura da luz em mim. uma luz que se desvanece - a maldade da humanidade tem uma escuridão tamanha. e escrever-te isto dói pela não esperança que é admitir que sendo um óasis não chego para acalmar de vez todos os desertos de amor - entardeço com o mar no horizonte. e haverias de sorrir por me ver finalmente entardecer com água ao fundo - que pintura bonita é esta de assim ver perder-se o céu no mar e o mar no céu. um azul imenso a atenuar as sombras - e a beleza da casa. com peixes dentro. regressa-me. sinto o gosto da vida. a pele fresca no fim de tarde e sorrindo apareces-me como um fantasma. a pairar numa nuvem de luz inesgotável. tão singela. clara - que me esperes e guardes nesse lado do mundo onde a dor não perdura. onde o amor não se afugenta por sombras e escuridão. que me ampares e acalmes quando a esperança fugir e regresses sempre até mim quando a luz me faltar 











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